quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Encontrado um novo inimigo da camada de ozônio

Os gases CFC (clorofluorcarbonetos) são bem conhecidos pela população e pela camada de ozônio. Já quase inteiramente banidos, eles foram responsáveis por enormes danos nessa importante camada protetora da vida na Terra.

Agora os cientistas descobriram que ele tem um companheiro, o óxido nitroso (N2O), conhecido como gás do riso (ou hilariante), devido à sua capacidade de provocar contrações musculares involuntárias na face. Mas a nova notícia sobre esse gás está longe de provocar bom humor.

Segundo uma pesquisa feita por cientistas da Administração Nacional do Oceano e Atmosfera (NOAA), nos Estados Unidos, o óxido nitroso se tornou a substância que mais danos provoca na camada de ozônio.


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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Teor de ácido acetilsalicílico em comprimidos

Esta experiência tem como objetivo determinar o teor, em massa, de ácido acetilsalicílico em comprimidos de analgésicos como Melhoral®, Aspirina®, AAS® etc.

QUESTÃO PRÉVIA
Como se pode checar o teor em massa de ácido acetilsalicílico em comprimidos?

TEMPO PREVISTO
Aproximadamente 20 minutos.

MATERIAL E REAGENTES

* erlenmeyer de 125 mL

* bureta

* funil

* balança analítica

* comprimido de AAS® ou de Melhoral® ou de Aspirina® etc.

* Solução de hidróxido de sódio 0,10 mol/L padronizada

* Etanol

* Água

* Solução alcoólica de fenolftaleína*

CUIDADOS

Evite o contato da solução de NaOH com a sua pele. Caso isto ocorra, lave a região afetada com muita água. Como o álcool etílico é inflamável, não deve haver qualquer chama acesa no laboratório.

PROCEDIMENTO

Pese o comprimido do analgésico (não esqueça de anotar a massa obtida) e, a seguir, coloque-o no erlenmeyer. Após adicionar cerca de 20 mL de água ao erlenmeyer, agite a mistura até que o comprimido se desmanche (se necessário, quebre o comprimido com um bastão ou colher). Em seguida adicione cerca de 20 mL de etanol ao erlenmeyer e agite para que a mistura seja total. Adicione 3 a 5 gotas da solução alcoólica de fenolftaleína.

Encha a bureta com a solução de hidróxido de sódio padronizada e, a seguir, titule a solução no erlenmeyer. Para isto, adicione lentamente a solução da bureta àquela no erlenmeyer até o aparecimento de uma coloração rosada que persista por pelo menos 1 minuto. Anote o volume da solução de hidróxido de sódio gasto para neutralizar o ácido acetilsalicílico contido na solução no erlenmeyer. Então, calcule o teor em massa do ácido acetilsalicílico no comprimido.

DISCUSSÃO

Uma titulação ácido-base está baseada na reação de neutralização:

H+(aq) + OH-(aq) H2O(l)

Por isto, às vezes, ela é denominada de volumetria de neutralização.

Assim, através de uma solução alcalina de concentração exatamente conhecida (solução padronizada) pode-se determinar a concentração de soluções ácidas e vice-versa. Conseqüentemente, a volumetria de neutralização pode ser dividida em alcalimetria e acidimetria.

O ácido acetilsalicílico (C8O2H7COOH) é o analgésico mais utilizado em todo o mundo, tendo sido comercializado pela primeira vez em 1898.

Fórmula estrutural do ácido acetilsalicílico mostrando o hidrogênio ionizável

Neste experimento, o teor de ácido acetilsalicílico num comprimido é determinado através de sua titulação com uma solução padronizada de hidróxido de sódio, sendo que a reação de neutralização é a seguinte:

C8O2H7COOH(alc/aq) + NaOH(aq) C8O2H7COONa(aq) + H2O(l)

onde alc/aq significa solução hidroalcoólica, isto é, ácido acetilsalicílico dissolvido numa mistura etanol/água.

A seguir é mostrado como é feito o cálculo do teor em massa de ácido acetilsalicílico no comprimido a partir do volume da solução padronizada de NaOH (VNaOH) utilizado na titulação (neste cálculo, supôs-se que a concentração da solução padronizada de NaOH é de 0,10 mol/L). Inicialmente, a partir de VNaOH (expresso em litros) obtém-se a quantidade de matéria de NaOH (nNaOH) que reagiu, isto é:

nNaOH = 0,10 mol/L ´ VNaOH

Então, utilizando-se a informação de que 1 mol de NaOH é consumido sempre que 1 mol de ácido acetilsalicílico reage (obtida da equação química balanceada da reação de neutralização), obtém-se a quantidade de matéria de ácido acetilsalicílico no comprimido (nAAS), ou seja:

nAAS = nNaOH ´ (1 mol AAS/1 mol NaOH)

Finalmente, sabendo que a massa molar do ácido acetilsalicílico é 180,2 g/mol, calcula-se a sua massa no comprimido (mAAS), isto é:

mAAS = nAAS ´ 180,2 g/mol

Compare o valor obtido com aquele indicado na embalagem do comprimido analgésico analisado.

OBSERVAÇÕES

1 – O ácido acetilsalicílico é praticamente insolúvel em água, mas solúvel em etanol. Por isto que se usa uma mistura água/etanol na sua dissolução.

2 – Apesar do ácido acetilsalicílico estar pouco dissolvido, à medida que a reação de neutralização o consome formando o sal acetilsalicilato de sódio (solúvel em água), mais ácido se dissolve, até a sua dissolução total e término da reação.

3 – A recomendação de que, ao final da titulação, a coloração rósea deve persistir por pelo menos um minuto se deve, neste caso, a dois fatos: a) a cinética da reação, ou seja, todo o ácido contido no comprimido deve ter reagido com a base adicionada (a coloração rósea indica que já há um pequeno excesso de base); b) a ocorrência da seguinte reação paralela.

H2CO3(aq) + NaOH(aq) NaHCO3(aq) + H2O(l)

pode fazer com que a coloração rósea da solução final, aos poucos, desapareça. Por isso que o surgimento da descoloração (em tempos superiores a 1 minuto) não deve ser interpretado como indicador de que a titulação não terminara. O ácido carbônico (H2CO3) provém do seguinte equilíbrio entre o gás carbônico do ar que se dissolve na solução e a água:

CO2(aq) + H2O(l) H2CO3(aq)

QUESTÕES

1 – Qual a porcentagem em massa de ácido acetilsalicílico no comprimido analisado?

2 – Se a adição da solução de NaOH levar a uma solução final de cor rosa forte, o que isto influirá no resultado final da análise?

BIBLIOGRAFIA

Ricardo Feltre, Química. 2a ed. São Paulo, Editora Moderna, 1982. Vol. 2, pp. 58-61.

PROVÁVEL RESPOSTA À QUESTÃO PRÉVIA

1 – Separação e pesagem – Os processos mais comuns de separação (catação, filtração, destilação etc.) são inviáveis de se usar porque o comprimido é uma mistura complexa e homogênea de várias substâncias. Portanto, não é possível realizar a catação (por ser a amostra homogênea) nem a filtração já que os componentes têm solubilidades diferentes. Quanto à destilação, ela só se aplica a misturas líquidas; ademais, o aquecimento provocaria a decomposição térmica das substâncias do comprimido.

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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Jogos Educativos: Educação Ambiental e Cidadania

Regras dos jogos

Primeiro responda aos desafios de química básica! Só é possível avançar para o próximo desafio quando acertar a resposta. Se você cometer algum erro, o sistema retorna ao primeiro desafio do bloco. Cada bloco contém três perguntas. Eles estão agrupados por ordem de dificuldade e temas.

Porém:

Tenha à mão lápis, papel e uma calculadora. Se preferir use a do computador mesmo, não se preocupe pois não há tempo mínimo para resolvê-los, fique à vontade;

Boa sorte!






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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

O que é Química Verde

A química verde (ou green chemistry, ou química sustentável) foi introduzida há cerca de dez anos nos EUA pela EPA (Environmental Protection Agency), a agência de proteção ambiental daquele país,1 em colaboração com a American Chemical Society (ACS) e o Green Chemistry Institute.

Esta iniciativa norte-americana vem despertando o interesse de organizações governamentais e não-governamentais de vários países. Na Europa, Japão e Estados Unidos foram inclusive criados Prêmios para incentivar pesquisadores de Indústrias e Universidades a desenvolverem tecnologias empregando os princípios da química verde.

2 Desde 1996, quando o Presidential Green Chemistry Awards foi criado nos EUA, mais de uma dezena de Corporações e Investigadores foram premiados.2

Na Europa, a Royal Society of Chemistry (RSC), com o apoio de setores industriais e governamentais, instituiu em 2001 o U.K. Green Chemistry Awards, para premiar empresas e jovens pesquisadores que "desenvolverem processos químicos, produtos e serviços que levem a um ambiente mais sustentável, limpo e saudável".

3 Além disso, a RSC criou a Green Chemistry Network (GCN),3 com o objetivo de "promover a conscientização e facilitar a educação, treinamento e prática da green chemistry na indústria, academia e escolas". Outra importante iniciativa da RSC foi a criação, em 1999, da revista Green Chemistry, de periodicidade bimestral, dedicada à publicação de artigos inéditos que, de alguma forma contribuem para o desenvolvimento da área-título do periódico.

A química verde pode ser definida como a utilização de técnicas químicas e metodologias que reduzem ou eliminam o uso de solventes e reagentes ou geração de produtos e sub-produtos tóxicos, que são nocivos à saúde humana ou ao ambiente.

Este conceito, não é novidade em aplicações industriais, principalmente em países com controle rigoroso na emissão de poluentes. Ao longo dos anos os princípios da química verde têm sido inseridos no meio acadêmico, em atividades de ensino e pesquisa.4,5,6,7

O que hoje está sendo chamado de química verde na verdade não apresenta nada de novo, uma vez que a busca um desenvolvimento auto-sustentável há anos está incorporada nos ideais do homem moderno. A ECO-92, o Protocolo de Kyoto e a Rio+10 são exemplos de iniciativas que mostram a crescente preocupação mundial com as questões ambientais.

8 A química verde pode ser encarada como a associação do desenvolvimento da química à busca da auto-sustentabilidade.

Referências:

1. U.S. Environmental Protection Agency. Um grande número de informações pode ser conseguido no site http://www.epa.gov/epahome/topics.html.

2. Presidencial Green Chemistry Challenge (PGCC) Awards Program. A home page da EPA apresenta uma relação completa dos projetos premiados desde 1996: http://www.epa.gov/greenchemistry/pubs/pgcc/presgcc.html.

3. Detalhes sobre a premiação e informações sobre o programa de incentivo à Green Chemistry da RSC estão disponíveis em: http://www.chemsoc.org/networks/gcn/awards.htm.

4. Collins, T. Science 2001, 291, 48.

5. Collins, T.J. J. Chem. Educ.1995, 72, 965.

6. Cann, M.C.; Connelly, M.E. Real World Cases in Green Chemistry, American Chemical Society: Washington, DC, 2000.

7. a) Singh, M.M.; Szafran, Z.; Pike, R.M. J. Chem. Educ. 1999, 76, 1684; b) Cann, M.C. J. Chem. Educ. 1999, 76, 1639.

8. Eissen, M.; Metzger, J.O.; Schmidt, E.; Schneidewind, U. Angew. Chem. Int. Ed. 2002, 41, 41

Fonte:http://www.ufpel.tche.br/iqg/wwverde/html/Química_Verde.htm

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terça-feira, 25 de agosto de 2009

E o Inferno, é endotérmico ou exotérmico?!

Essa história verídica é sensacional!!!!!!!!!!


Meio endotérmico é um meio que absorve calor do meio exterior Meio exotérmico é um meio que "joga" calor para o exterior.

Equação de Boyle:

(P1 x V1)/T1 = (P2 x V2)/T2

CÉU E INFERNO

Dr. Schambaugh, da escola de Engenharia Química da Universidade de Oklahoma em sua prova final de curso de maio de 1997. Este doutor é reconhecido por fazer perguntas do tipo: "Por que os aviões voam?" em suas provas finais. Sua única questão na prova final de maio de 1997 para sua turma de Transmissão de Momento, Massa e Calor II, foi: "O inferno é exotérmico ou endotérmico? Justifique sua resposta."

Vários alunos justificaram suas opiniões baseados na Lei de Boyle ou em alguma variante da mesma, um aluno, entretanto, escreveu o seguinte:

"Primeiramente, postulamos que se almas existem então elas devem ter alguma massa. Se elas têm, então um mol de almas também tem massa. Então, a que taxa as almas estão se movendo para fora e a que taxa elas estão se movendo para dentro do inferno? Eu acho que podemos assumir seguramente que uma vez que uma alma entra no inferno ela nunca mais sai. Por isso não há almas saindo. Para as almas que entram no inferno, vamos dar uma olhada nas diferentes religiões que existem no mundo hoje em dia.

Algumas dessas religiões pregam que se você não pertencer a ela, você vai para o inferno. Como há mais de uma religião desse tipo e as pessoas não possuem duas religiões, podemos projetar que todas as pessoas e almas vão para o inferno. Com as taxas de natalidade e mortalidade do jeito que estão, podemos esperar um crescimento exponencial das almas no inferno. Agora vamos olhar a taxa de mudança de volume no inferno.

A Lei de Boyle diz que para a temperatura e a pressão no inferno serem as mesmas, a relação entre a massa das almas e o volume do inferno deve ser constante. Existem entãoduas opções:

1) Se o inferno se expandir numa taxa menor do que a taxa com que as almas entram, então a temperatura e a pressão no inferno vão aumentar até ele explodir.

2) Se o inferno estiver se expandindo numa taxa maior do que a entrada de almas, então a temperatura e a pressão irão baixar até que o inferno se congele.

Então, qual das duas? Se nós aceitarmos o que a Theresa Manyam me disse no primeiro ano: " haverá uma noite fria no inferno antes de eu me deitar com você" e levando em conta que ainda NÃO obtive sucesso na tentativa de ter relações sexuais com ela, então a opção 2 não é verdadeira.

Por isso, o inferno é exotérmico."

O aluno Tim Graham tirou o único A na turma.

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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Aminoácidos em cometa reforçam teoria de vida extraterrestre

"Nossa descoberta apoia a teoria que afirma que os ingredientes da vida formaram-se no espaço e foram trazidos por cometas e meteoritos que se chocaram com a Terra," resume Jamie Elsila, pesquisador da NASA. Essa teoria chama-se panspermia.

Moléculas da vida em cometa

Elsila e seus colegas comprovaram pela primeira vez a existência de um aminoácido, a glicina, nas amostras do cometa Wild-2, coletados pela sonda espacial StarDust.

A glicina é utilizada pelos seres vivos para formar as proteínas. As proteínas, por sua vez, são usadas em quase tudo, desde a estrutura dos cabelos até as enzimas, os catalisadores naturais que aceleram ou controlam as reações químicas.

Da mesma forma que as letras do alfabeto podem ser arranjadas para formar todas as palavras, 20 aminoácidos se combinam para formar milhões de tipos de proteínas. O que foi encontrado na poeira do cometa foi um desses aminoácidos.

Poeira valiosa

O trabalho não foi fácil. Basta lembrar que a sonda StarDust trouxe as amostras da poeira deixada pelo cometa em 2006. E somente agora os cientistas demonstraram com uma margem de erro mínima, que a glicina de fato veio do cometa.

O problema foi a pequena quantidade de glicina existente na lâmina de alumínio e no aerogel, o sólido mais leve que existe, e que foi exposto ao espaço para coletar as minúsculas partículas de poeira da cauda do cometa, que se introduziram em seus poros.

Esses pequenos grãos já demonstraram a importância de que amostras espaciais sejam coletadas e trazidas para a Terra - com base nelas, os cientistas descobriram que os cometas são mais parecidos com asteróides do que prediziam as teorias, propuseram alterações na teoria sobre a formação do Sistema Solar e já haviam encontrado razões suficientes para fundamentar a teoria de que vida teria se originado no espaço e chegado à Terra em cometas e asteroides. A identificação do aminoácido vem coroar todas essas descobertas anteriores.
Contaminação de vida

A glicina foi identificada logo no início dos estudos das partículas do cometa Wild-2, mas sua quantidade era tão pequena que os cientistas não foram capazes de descartar a hipótese de que ela poderia ter se originado de alguma contaminação aqui mesmo na Terra, onde há glicina por todos os lados.

"Nós de fato analisamos as folhas de alumínio que ficam nas laterais das câmaras que sustentam o aerogel," explica Elsila. "Conforme as moléculas de gás passavam através do aerogel, algumas delas grudavam no alumínio. Nós gastamos dois anos testando e desenvolvendo nosso equipamento para torná-lo sensível e preciso o suficiente para analisar essas amostras incrivelmente pequenas."

Para descartar a contaminação, os cientistas compararam a quantidade de dois isótopos de carbono, cuja proporção na glicina encontrada na Terra é bem conhecida. Uma glicina formada no espaço tende a ter mais isótopos de Carbono 13, que é mais pesado do que o Carbono 12.

Fundamentação para a panspermia

Foi isto o que os cientistas descobriram. "Nós descobrimos que a glicina que a StarDust trouxe tem uma assinatura extraterrestre em seus isótopos de carbono, indicando que ela veio do cometa," disse Elsila.

"A descoberta da glicina em um cometa dá suporte à ideia de que os blocos fundamentais da vida estão por todo o espaço, e reforça o argumento de que a vida no universo pode ser comum, e não rara como se pensava," disse o Dr. Carl Pilcher, diretor do Instituto de Astrobiologia da NASA.

Missão estendida

Depois de trazer a cápsula com a poeira de cometa para a Terra, a sonda StarDust continuou no espaço totalmente operacional. Por isto, a NASA decidiu estender sua vida útil, criando a missão StarDust NExT, que está levando a sonda espacial em direção ao cometa Tempel 1, o mesmo que foi alvo dos estudos da sonda Impacto Profundo - veja Um profundo impacto no cometa Tempel 1.
O encontro da StarDust NExT com o cometa Tempel 1 deverá ocorrer em 2011.

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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

A importância da amizade

Química cerebral

Explicadas do ponto de vista sociológico, as boas amizades são capazes de provocar também um fliperama cerebral que ativa drogas produzidas pelo próprio corpo. É o que os cientistas chamam de natural high. Ou seja: bons amigos dão barato, provocam uma doideira natural.
Ficar ao lado da sua turma libera substâncias como a dopamina, neurotransmissor produzido em uma região do cérebro chamada “circuito do prazer” e que provoca uma sensação boa, de “quero mais”. Dar boas risadas com as suas amigonas sacoleja a química cerebral e joga endorfina no sangue. Assim, os músculos faciais se contraem e provocam uma sensação generalizada de relaxamento corporal.


Manter-se por perto de pessoas com quem se tem afinidades ativa substâncias relacionadas ao comportamento social, como a ocitocina. “Ela leva a uma diminuição do nível de estresse e agressividade. Isso aumenta a formação de parceiros e facilita as conexões sociais. Por isso os estressados têm mais dificuldade de contato social”, diz o neurologista Roger Taussig, do Hospital Beneficência Portuguesa.


E ouvir algo que alguém com ascendência sobre você está falando faz com que sua rede de neurônios fique em alerta. “E mais substâncias vão sendo liberadas e mais áreas estimuladas”, explica Saul Cypel, neurologista do Hospital Albert Einstein.


Antes de chegar ao cérebro com suas altas doses de bem-estar, as amizades precisam passar por uma gincana psicológica. “Elas nascem dos interesses em comum, da identidade, dos princípios, daquilo que você gosta e deixa de gostar – até que se provem pela confiança”, afirma Thiago Almeida, psicólogo e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP). Trata-se da sensação típica que paira sobre grupos que desenvolveram elos com base em provas de amor e apoio em momentos difíceis.


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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

pH

Definição

pH é o símbolo para a grandeza físico-química 'potencial hidrogeniônico'. Essa grandeza indica a acidez, neutralidade ou alcalinidade de uma solução líquida.
O termo pH foi introduzido, em 1909, pelo bioquímico dinamarquês Søren Peter Lauritz Sørensen (1868-1939) com o objetivo de facilitar seus trabalhos no controle de qualidade de cervejas (à época trabalhava no Laboratório Carlsberg, da cervejaria homônima). O "p" vem do alemão potenz, que significa poder de concentração, e o "H" é para o íon de hidrogênio (H+).
Às vezes é referido do latim pondus hydrogenii.
Matematicamente, o "p" equivale ao simétrico do logaritmo (cologaritmo) de base 10 da atividade dos íons a que se refere. Para íons H+:
Sendo que representa a atividade em mol/L.Em soluções diluídas (abaixo de 0,1 mol/L) , os valores da atividade se aproximam dos valores da concentração, permitindo que a equação anterior seja escrito como abaixo:

Medida de pH


O pH pode ser determinado usando um medidor de pH (também conhecido como pHmetro) que consiste em um eletrodo acoplado a um potenciômetro. O medidor de pH é um milivoltímetro com uma escala que converte o valor de potencial do eletrodo em unidades de pH. Este tipo de elétrodo é conhecido como eletrodo de vidro, que na verdade, é um eletrodo do tipo "íon seletivo".
O pH pode ser determinado indiretamente pela adição de um indicador de pH na solução em análise. A cor do indicador varia conforme o pH da solução. Indicadores comuns são a fenolftaleína, o alaranjado de metila e o azul de bromofenol.
Outro indicador de pH muito usado em laboratórios é o chamado papel de tornassol (papel de filtro impregnado com tornassol). Este indicador apresenta uma ampla faixa de viragem, servindo para indicar se uma solução é nitidamente ácida (quando ele fica vermelho) ou nitidamente básica (quando ele fica azul).
Obs.: Embora o valor do pH compreenda uma faixa de 0 a 14 unidades, estes não são os limites para o pH. É possível valores de pH acima e abaixo desta faixa, como exemplo, uma solução que fornece pH = -1,00, apresenta matematicamente -log [H+] = -1,00, ou seja, [H+] = 10 mol L-1. Este é um valor de concentração facilmente obtido em uma solução concentrada de um ácido forte, como o HCl.

A Hydrangea macrophylla tem flores rosa ou azuis dependendo do pH do solo. Em solos ácidos as flores são azuis, enquanto em solos alcalinos são cor-de-rosa [1]


pOH

Do mesmo modo pode-se definir o pOH em relação à concentração de íons OH-. A partir da constante de dissociação da água que tem o valor de 10-14 à temperatura de 298 K (25 °C), pode-se determinar a relação entre pOH e pH. Assim, pela definição de Kw (produto iônico da água) tem-se a relação entre as duas atividades:
Kw = [H+] · [OH-]
Ao aplicar logaritmos, obtém-se a relação entre pH e pOH:
pKw = pH + pOH = 14

Cálculo de pH de algumas soluções aquosa

O valor de pH de uma solução pode ser estimado se for conhecida a concentração em íons H+. Apresentam-se em seguida vários exemplos:

Solução aquosa de ácido clorídrico (HCl) 0,1 mol L-1

Está é uma solução de um ácido forte, por isso, o HCl presente estará completamente ionizado. Como a concentração é de apenas 0,1 mol L-1, ele está suficientemente diluído para que os valores de sua atividade sejam próximos ao de sua concentração. Sendo assim, pode-se obter o pH pela expressão abaixo:
[H+] = 0,1 mol L-1Então: pH = -log[0,1] = 1.

Solução aquosa de hidróxido de sódio (NaOH) 0,1 mol L-1

Esta é uma solução de uma base forte, sendo assim, o NaOH presente está completamente dissociado. Como sua concentração é de apenas 0,1 mol L-1, ele está suficientemente diluído para que seu valor de atividade seja próximo ao da concentração. Sendo assim:
[OH-] = 0,1 mol L-1 Então: pOH = -log[0,1] = 1.
Pela relação entre pH e pOH, tem-se:
pH + pOH = 14pH = 14-1 = 13

Solução aquosa de ácido fórmico (HCOOH) 0,1 mol L-1

Esta é uma solução de um ácido fraco, que por sua vez, não está completamente ionizado. Por isso deve-se determinar primeiro a concentração de H+.
Para ácidos fracos deve-se ter em conta a constante de dissociação do ácido (Ka):
Ka = [H+][HCOO-] / [HCOOH]
A constante de dissociação do ácido fórmico tem o valor de Ka = 1,6 × 10-4. Assim, considerando que [A-]é igual a x, [HA] há-de ser a parte que não se dissociou, ou seja 0,1-x. Se desprezarmos a ionização da água, concluímos que a única fonte de H+ é o ácido, assim [H+]=[A-]. Substituindo as variáveis obtém-se:
A solução é:
[H+] = x = 3,9 × 10-3.
Através da definição de pH, obtém-se:pH = -log[3,9 × 10-3] = 2,4

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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Soren Sorensen: A história do pH

Soren Peter Lauritz Sorensen, bioquímico dinamarquês, nasceu em Havrebjerg a 9 de Janeiro de 1868 e faleceu em Copenhaga a 12 de Fevereiro de 1939.

Realizou trabalhos sobre enzimas e proteínas e, em 1909, introduziu o conceito de pH para exprimir a concentração de íons de hidrogênio.

Sorensen começou a estudar Medicina na Universidade de Copenhaga, mudando-se posteriormente para Química. Formou-se em 1881, tendo, a partir daí, e até 1899, ano em que se doutorou, trabalhado no estudo da síntese inorgânica na Universidade Técnica da Dinamarca em Copenhaga.

Começou a colaborar com o Laboratório Carlsberg em Copenhaga, associado à cerveja Carlsberg. Após a morte do Professor J. Kjeldahl (1849-1900), Sorensen é convidado para diretor do Laboratório. Aí realiza diversas experiências em bioquímica relacionadas com aminoácidos, proteínas e enzimas, conduzindo-o à descoberta da medição do pH. A escala de pH rapidamente foi aceite pela comunidade bioquímica.

Em 1914, a química alemã Leonor Michaelis (1875-1949) publicou um livro relacionado com o assunto. O uso da escala de pH tornou-se praticamente indispensável e em 1935 foi desenvolvido e comercializado por Arnold Beckman o primeiro medidor portátil de pH.

As letras pH são as abreviaturas de pondus hydrogenii traduzido como potencial de hidrogênio.
Em 1938 Sorensen retirou-se do Laboratório Carlsberg, tendo falecido em 1939.

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terça-feira, 28 de julho de 2009

Cientistas criam árvore artificial contra aquecimento global

Um grupo de cientistas da Universidade de Colúmbia, nos Estados Unidos, anunciou ter criado árvores artificiais que podem ajudar no combate ao aquecimento global, capazes de absorver CO2 da atmosfera quase mil vezes mais rapidamente do que árvores de verdade.

A estrutura tem galhos semelhantes aos de pinheiros, mas não precisa de sol nem água para funcionar. O segredo está nas folhas, feitas de um material plástico capaz de absorver dióxido de carbono, um dos principais gases responsáveis pelo efeito estufa.

"Da mesma forma que o faz uma árvore natural, a medida que o ar flui pelas folhas, estas folhas absorvem o CO2 e o mantêm preso", explicou o cientista Klaus Lackner, geofísico do Centro de Engenharia da Terra da Universidade de Colúmbia, em Nova Iorque.
No entanto, enquanto árvores e outras plantas armazenam o gás em seus tecidos, a árvore artificial guarda o CO2 em um filtro, que comprime o gás e o transforma em líquido. Desta forma, o CO2 poderia ser enterrado e armazenado permanentemente debaixo da terra.

Árvores artificiais
Embora alguns ambientalistas critiquem os métodos de enterrar dióxido de carbono, Lackner afirma que o uso de suas árvores daria ao mundo tempo para encontrar alternativas melhores, como, por exemplo, o desenvolvimento de energias "limpas", que não produzem gases. O grupo de pesquisadores americanos criou um protótipo pequeno, mas afirma ser possível produzir um modelo maior.

"O que vejo a curto prazo é um aparelho do tamanho de um caminhão no qual se podem instalar as folhas numa caixa parecida com o filtro de uma caldeira. Cada máquina teria 30 filtros que juntos mediriam 2,5 m de altura e um metro de largura", disse Lackner. Esta torre de atuaria como um centro de captação ao ar livre, enquanto o CO2 capturado ficaria armazenado em outra torre.

De acordo com Klaus Lackner, cada uma dessas árvores artificiais poderia absorver uma tonelada de dióxido de carbono por dia, tirando da atmosfera CO2 equivalente ao produzido por 20 carros. Isso significa que, para que a tecnologia tivesse algum impacto sobre o clima no planeta, seriam necessários milhões de unidades delas. No entanto, a tecnologia não é barata. Calcula-se que cada uma dessas máquinas custaria cerca de US$30 mil (quase R$ 60 mil).

Esquecendo as florestas de verdade
Mesmo assim, Lackner acredita ter em suas mãos uma tecnologia economicamente viável. "O mundo produz cerca de 70 milhões de carros por ano, quer dizer, a produção de unidades neste patamar é certamente possível e também existe espaço suficiente no mundo para instalar as máquinas", disse.

O pesquisador calcula que, se fossem instalados dez milhões de "árvores artificiais" no mundo, cerca de 3,6 gigatoneladas de CO2 seriam retiradas do ar todo ano. Atualmente, o mundo produz 30 gigatoneladas de CO2 por ano. Por isso, Lackner defende a sua invenção como parte de uma estratégia global, de forma a criar uma sociedade que seja neutra na produção e absorção de carbono.

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Química-DERP © Publicação By Marco Antonio Gimenes.

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