quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Tinta paramagnética permitirá mudar a cor do carro ao toque de um botão

Quando vão ao estádio, os torcedores geralmente vestem roupas com as cores do seu clube. E que tal "vestir" também o seu carro, pintando-o automaticamente com essas mesmas cores?
E com a vantagem de, no caso de uma derrota inesperada, poder desfazer rapidamente a pintura ainda no estacionamento, voltando para casa com a cor original.
Tinta paramagnética
Esta quase mágica logo será possível graças a uma tinta paramagnética desenvolvida por Andrea Dangelewicz e seus colegas da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.
A tinta que muda de cor, ainda em estágio experimental, funciona da seguinte forma: o motorista apertará um botão no painel do seu carro, que enviará uma corrente elétrica através da tinta, fabricada com um polímero especial contendo nanopartículas paramagnéticas.
Mudando a cor do carro
A corrente elétrica cria um campo magnético que afeta o espaçamento dos cristais no interior das partículas, alterando a forma como elas refletem a luz, o que, na prática, significa que sua cor se altera.
A cor desejada poderá ser configurada variando-se a tensão aplicada à tinta. O resultado pode tanto ser um preto total, quando um vermelho Ferrari ou mesmo um rosa à la Penélope Charmosa.
Ainda não há previsão para a comercialização da descoberta.
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Lixo espacial leva questão do meio ambiente às alturas

A colisão entre dois satélites, ocorrida na semana passada, fez o problema do lixo espacial subir vários pontos na lista de prioridades das autoridades ligadas ao setor.
Enquanto a questão era meramente uma possibilidade, cuja chance de ocorrer era estimada em 1 em 1 milhão, o acidente fez o que sempre se espera que a estatística faça: aumentou esse risco para 1 em apenas 7.000. E isto apenas para o caso específico dos satélites de comunicação semelhantes ao que foi atingido pelo satélite russo desativado.
Os objetos mostrados nesta imagem representam meramente uma ilustração, estando com suas dimensões largamente exageradas para se tornarem visíveis nesta escala.
O primeiro satélite artificial, o Sputnik, foi lançado pela União Soviética em 1957. O primeiro satélite de comunicações foi lançado em 1964, para transmissão das Olimpíadas de Tóquio pela televisão. Hoje, o número de satélites de comunicação em órbita da Terra cresce a uma média de 200 por ano.

Fonte: Inovação Tecnológica

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Os 12 Mandamentos da Química Verde



Os 12 Mandamentos da Química Verde*
1. A prevenção da poluição na fonte evitando a produção de resíduos.
2. A economia de átomos e de etapas que permitam realizar, com gasto mínimo, a incorporação de funcionalidades nos produtos pesquisados sempre limitando os problemas de separação e de purificação.
3. A concepção de sínteses menos perigosas graças à utilização de condições suaves e a preparação de produtos pouco ou não tóxicos para o homem e o meio ambiente.
4. A concepção de produtos químicos menos tóxicos com o desenvolvimento de moléculas mais seletivas e não tóxicas, resultando em progresso nos domínios da formulação e da vetorização dos princípios ativos e dos estudos toxicológicos em escala celular e ao nível do organismo.
5. A pesquisa de alternativas aos solventes poluentes e aos auxiliares de síntese.
6. A limitação dos gastos energéticos com o desenvolvimento de novos materiais para a estocagem de energia e a pesquisa de novas fontes de energia com baixo teor de carbono.
7. A utilização de recursos renováveis ao invés de produtos fósseis. As análises econômicas mostram que os produtos oriundos da biomassa representam 5% das vendas globais e poderia atingir 10 a 20% em 2010. Mais de 75% da indústria química global seria então originária de recursos renováveis.
8. A redução do número de derivados diminuindo a utilização de grupos protetores ou auxiliares.
9. A utilização de processos catalíticos preferindo-os em relação aos processos estequiométricos, com a pesquisa de novos reagentes mais eficientes, e minimizando os riscos em termos de manipulação e de toxidez. A modelagem dos mecanismos pelos métodos da química teórica deve permitir a identificação dos sistemas mais eficientes a serem realizados (incluindo os novos catalisadores químicos, enzimáticos e/ou microbiológicos).
10. A concepção dos produtos visando sua degradação final em condições naturais ou forçadas de modo a minimizar a incidência sobre o meio ambiente.
11. O desenvolvimento das metodologias de análise em tempo real para prevenir a poluição, controlando o trancorrer das reações químicas. A manutenção da qualidade do meio ambiente implica em uma capacidade de detecção e se possível medida da presença de agentes químicos e biológicos considerados tóxicos em nível de traços (amostragem, tratamento e separação, detecção, medida).
12. O desenvolvimento de uma química fundamentalmente mais segura para prevenir acidentes, explosões, incêndios e emissões de compostos perigosos.
Tudo o que desejamos é que eles sejam seguidos à risca!

*Paul T. Anastas e John C. Warner, Green Chemistry : Theory and Practice, Oxford University Press, New York, 1998 p. 30




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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Uma máquina a vapor em três minutos


Vídeo mostrando o passo a passo da construção de um motor a vapor extremamente simples e engenhoso, criado com um tubo de cobre e uma vela tealight (um maçarico talvez seja necessário se você tiver apenas um tubo de latão, que precisará ser aquecido, o que torna o projeto um pouco mais complicado).
O princípio pelo qual esse motor a vapor funciona é igual ao do “barco pop-pop”. Mas de construção um pouco mais simples, e com uma vela girando na água produzindo efeitos de luzes, parece um projeto ainda mais interessante.
Esta máquina a vapor também é idêntica em seu movimento à reação à primeira máquina a vapor registrada: a eolípila de Herão, de quase 2.000 anos atrás. [via neatorama]

Atualização: Não tem uma vela tealight? Uma latinha serve.

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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Descoberta forma de produzir hidrogênio sem gasto de energia

Cientistas descobriram uma nova forma de produzir hidrogênio, considerado o combustível do futuro por ser capaz de gerar eletricidade em células a combustível sem gerar qualquer tipo de poluente. A nova técnica produz hidrogênio puro sem consumir energia.

Produção de hidrogênio
Hoje, praticamente a totalidade do hidrogênio é produzido a partir do gás natural, um combustível fóssil como o petróleo, o que anula seus benefícios ambientais, além de sair caro demais.
Os pesquisadores das universidades Penn State e Virginia, nos Estados Unidos, descobriram como produzir hidrogênio mergulhando aglomerados de átomos de alumínio em água. Os aglomerados quebram as moléculas de água, produzindo hidrogênio e oxigênio.
A quebra da molécula de água também pode ser feita por meio de eletrólise, mas o processo consome mais energia do que produz.

Aglomerados de alumínio
Os pesquisadores descobriram que, além das propriedades eletrônicas dos aglomerados de alumínio, o seu formato é essencial na reação com a água.
"Nossas pesquisas anteriores sugeriam que eram as propriedades eletrônicas que governavam tudo sobre esses aglomerados de alumínio, mas este novo estudo mostrou que é o arranjo dos átomos no interior dos aglomerados que faz com que eles quebrem as moléculas de água," explica o professor A. Welford Castleman Jr.

Reação espontânea
A molécula de água liga-se entre dois pontos do aglomerado de alumínio, com um dos pontos funcionando como um ácido de Lewis - um centro positivamente carregado que aceita um elétron - e o outro ponto funcionando como uma base de Lewis - um centro negativamente carregado pronto para ceder um elétron.
O alumínio ácido de Lewis liga-se ao oxigênio da molécula de água e o alumínio base de Lewis dissocia o átomo de hidrogênio. Se o processo ocorrer uma segunda vez, envolvendo dois outros átomos de alumínio, restarão dois átomos de hidrogênio, que se ligarão para formar uma molécula de hidrogênio na forma de gás (H2).

Produção de hidrogênio sem gasto de energia
O hidrogênio é produzido a temperatura ambiente. "A capacidade para produzir hidrogênio a temperatura ambiente é importante porque significa que nós não usamos nenhum tipo de calor ou energia para disparar a reação," afirmam os pesquisadores.
A descoberta é importante não apenas para a produção de hidrogênio, mas também por abrir caminho para uma nova abordagem na produção de catalisadores, que poderão ser desenvolvidos para quebrar outras moléculas.

Reciclagem dos aglomerados de alumínio
Agora os pesquisadores querem descobrir como reciclar os aglomerados de alumínio para que eles possam ser reutilizados continuamente, abrindo a possibilidade de uso prático da nova tecnologia.
A reciclagem consistirá em uma forma para retirar o grupo hidroxila (OH-) que fica ligado aos aglomerados de alumínio depois que a molécula de hidrogênio é liberada.

Bibliografia:Complementary Active Sites Cause Size-Selective Reactivity of Aluminum Cluster Anions with WaterPatrick J. Roach, W. Hunter Woodward, A. W. Castleman, Jr., Arthur C. Reber, Shiv N. KhannaScienceJanuary 2009Vol.: 323. no. 5913, pp. 492 - 495DOI: 10.1126/science.1165884

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